
O Dia Mundial Sem Carro
No Dia Mundial Sem Carro, o trânsito na cidade de São Paulo está pior que em outros dias.
Os jornais declaram em letras garrafais. Não deixa de ser curioso, mas eu ainda me pego pensando no sadomasoquismo jornalístico que há por trás de certas manchetes tentando apagar o nossa crença nas possibilidades de melhorar a vida na cidade.
Fui trabalhar de ônibus. Não só porque ainda acredito que é possível ter alguma nesga de qualidade de vida em São Paulo (pelo menos estou fazendo a minha parte), mas também porque era o meu rodízio (meu carro tem placa final 7 e para quem não é de Sampa, isso significa que não posso sair com ele às quintas-feiras, entre 7h e 10h da manhã e 5h e 8h da noite).
Eu até gosto de andar de ônibus às vezes. Para quem escreve, os tranportes públicos são uma fonte imensa de inspiração, até mesmo ônibus lotado em horário de pico. Além do mais, caminhar de manhã ou no final da tarde às vezes é muito mais prazeroso do que disputar espaço nesse trânsito surrealista. Hoje mesmo, caminhando até o ponto de ônibus e observando o mundo, eu me dei conta de que eu era mais feliz do que os egoístas e solitários motoristas se acotovelando na avenida na ânsia de voltar pra casa. Andar pode ser bem terapêutico.
Taí um ponto que o Dia Mundial Sem Carro devia destacar no próximo ano

